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Estou cada vez mais fascinada pelo carácter de Deus. Quanto mais O conhecemos mais Ele se manifesta sob uma característica específica consoante a nossa necessidade do momento.
Se estamos tristes, frustrados, a precisar de “mimos”, rapidamente os braços amorosos de Deus nos envolvem, e o Seu conforto nos enche.
Se nos sentimos vitimas de uma situação, podemos chegar confiantes ao trono da Justiça do Rei, que claramente julgará o caso como Justo Juiz que é.
Se sabemos que a situação não joga a nosso favor, ainda assim podemos ir ao trono da Misericórdia com a certeza de que o Amor incondicional de Deus nos irá ajudar a ultrapassar os obstáculos.
No caso de precisarmos de nos libertar de alguma situação, relacionamento, vicio, ou pensamento, nada tem poder como a Palavra de Deus e o Seu Espírito.
Ou se estamos a ser perseguidos, podemos estar certos que o Senhor dos Exércitos trabalha em nosso favor e desbarata os nossos inimigos.
As várias feições do carácter de Deus são caracterizadas segundo os Seus nomes (o nome significa a pessoa tal qual se revela). O nome Yahweh (Jeová) significa o Senhor em toda a sua plenitude do poder, santidade, ira e graça divinas que Ele revelou como sendo o Seu carácter. Mas conhecemo-lo ainda como:
- El-Ôlãm – Deus Eterno, ou Deus da Eternidade (El-Ôlami) (Gen 21:33)
- El-Elõhê-Israel – Deus é o Deus de Israel (Gen 33:20)
- Jeová-jireh – O Senhor supre (Gen 22)
- Jeová-nissi – O Senhor é a minha bandeira (após a derrota dos amalequitas)
- Jeová-shalom – O Senhor é paz (Juizes 6:24)
- Jeová-tsidkenu – O Senhor é a nossa justiça (Jeremias 23:6, 33:16)
- Jeová-shammah – O Senhor está aqui (Ezequiel 48:35)
- Senhor dos Exércitos – Diferindo dos nomes anteriores, O Senhor dos Exércitos é um título divino. É comumente encontrado nos livros dos profetas, normalmente empregado para exibir Yahweh em todas as ocasiões como o Salvador e o Protector do Seu povo (Salmo 46:7, 11).
- Senhor Deus de Israel – No Salmo 59:5 é combinado com o titulo anterior
- O Santo de Israel – o título preferido de Isaías. Tb encontramos o título O Poderoso de Israel ou a Força de Israel
- Antigo de Dias – Daniel 7:9,13,22
Olhando para todos estes nomes, percebemos que ainda nos falta muito para conhecermos bem o nosso Deus, não é? E que tal esforçarmo-nos esta semana para O conhecermos um pouco mais?
No meio de tanta informação e tecnologia, a sociedade actual (podemos chamar-lhe sociedade 2.0?) impõe um conjunto de regras tácitas cujo incumprimento contribui largamente para rotular os indivíduos de inadaptados ou, mais grave ainda, incapazes.
Infelizmente, a Igreja dos dias de hoje tende a absorver esse tipo de regras, seja no falar ou no estar. É como se para sermos reconhecidos precisássemos de falar de uma certa forma, andar de uma certa forma, cantar de uma certa forma e até louvar de uma certa forma.
Levado ao limite, este sistema de regras é paradoxal ao que chamamos a Casa de Deus, porque acabamos por nos sentir em todo o lado menos em casa. E eis-nos cuidadosamente a escolher as palavras, a pose, o andar, as “companhias”…
No entanto, se lermos atentamente os 4 evangelhos vemos que tanto Jesus como o homem que preparou o seu caminho, João Baptista, quebravam todos os estereótipos da época. Se este ultimo se vestia de uma maneira “esquisita” e dizia coisas “esquisitas” (se calhar, um sem-abrigo a apregoar o fim do mundo!) o primeiro então fazia coisas ainda mais esquisitas. Vejam lá que chegou a fazer lama com cuspo e a esfregá-la nos olhos de um cego! Não bastava o homem ser cego, ainda gozavam com ele!
Verdade? Não! Jesus é o expoente máximo da expressão do carácter de Deus e quem O conhece sabe que o nosso Pai Celestial nunca faz as coisas da mesma forma, e decerto nunca da forma que nós esperamos. João Baptista é um “enviado especial” do céu e ambos demonstram duas características que precisamos de perseguir para atingir os resultados importantes no Reino:
- Simplicidade – seja no que dizemos, seja no que fazemos sejam as nossas palavras sim, sim e não, não (Mateus 5:37). Não existam segundas intenções. Não existam camuflagens. Não existam tentativas de contornar a Palavra de Deus com meias-palavras.
- Autenticidade – somos quem somos, Deus conhece-nos e aprova-nos. Porque é que vamos andar à procura da aprovação dos homens? É claro que não vamos fazer coisas esquisitas só porque sim, mas porque é que não podemos ser nós próprios?
Torna-se cada vez mais importante que as máscaras de “gente normal” (que afinal não pode ser definida porque ninguém sabe o que é “normal”) caiam! E que de lá de dentro surja a maravilhosa criação de Deus, que somos nós, com os nossos defeitos e as nossas qualidades!
A bear cub gets himself into an adventure with a cougar. From the Oscar nominated nature film "The Bear" (1988).
fonte: flixxy



